Vamos à procura d'Aquele que João reconheceu no vulto que viu na margem do Lago.
Percorreremos os Lugares onde Ele nasceu, cresceu e viveu. Tocaremos o a pedra do Calvário e a do sepulcro
Em cada um desses Lugares seremos desafiados a reconhece-l'O a ponto de podermos dizer como o Apóstolo: «É o Senhor!»
Mas se para além destas experiências fortes e intensas, não procurássemos encontrar os cristãos que habitam aquelas terras, d'Ele dando testemunho vivo com coragem e sacrifício, com fidelidade e risco da própria vida, seria ignorar «as pedras vivas» da Igreja.
É por esta razão que quando visitarmos Belém, não nos ficaremos pela justa comoção de beijar o Lugar do Nascimento de Jesus, mas iremos ao encontro das Irmãs Beneditinas, no Mosteiro do Emmanuel. Aí celebraremos a Missa e ouviremos o seu testemunho de Oração e Trabalho (Ora et Labora).
Ninguém melhor que a nossa boa amiga Madre Marthe, Abadessa do Mosteiro (em francês, sua língua, Higouméne) para nos contar a história daquela presença de Cristo vivo na Palestina.
Rui Corrêa d'Oliveira
MOSTEIRO DO EMMANUEL
Me. Marthe Masquelier, OSB
A história de nossa comunidade começa na Argélia, no
Mosteiro das Beneditinas de Médéa, fundado em 1945. Foi aí que nossas
fundadoras se formaram na vida monástica. A vizinhança era na sua maioria árabe
muçulmana, e a comunidade havia, então, adoptado o estilo de vida local e
rezava parte em árabe.
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| Monastere de l'Emmanuele - Belem |
Em 1954, o Arcebispo melquita da Galiléia veio visitar
Médéa. Falou-nos dos cristãos árabes na Terra Santa e do seu desejo de ali
fundar um Mosteiro de rito bizantino para atender às necessidades espirituais
de uma importante comunidade de fiéis melquitas. A fim de compreender a
motivação de semelhante convite, devemos voltar à história muito particular de
nossa Igreja.
Ao contrário das demais Igrejas orientais, católicas ou
não, a Igreja melquita não é uma Igreja nacional. É uma Igreja particular, no
sentido canónico do termo, difundida em todo o Próximo Oriente árabe e numa
diáspora que cresce cada vez mais. É herdeira legítima das três Sés apostólicas
de Alexandria, de Antioquia e de Jerusalém. Suas origens se confundem com a
pregação do Evangelho no mundo greco-romano do Mediterrâneo oriental e com a
extensão do cristianismo para além dos limites do Império. A formação dos
Patriarcados de Alexandria, de Antioquia e de Jerusalém, os dois primeiros no
Concílio de Nicéia (325) e o terceiro no de Calcedónia (451), a modelaram, e
dela fizeram uma entidade territorial e jurídica.
A Igreja melquita deve seu carácter particular a duas
fidelidades: ao Império de Bizâncio e aos sete primeiros Concílios ecuménicos.
Entretanto, ela só recebeu seu nome de melquita no fim do século V. Esta
alcunha, inventada por seus detractores, os monofisitas, para estigmatizar sua
fidelidade ao Concílio de Calcedónia e ao imperador (malka, em siríaco)
Marciano, que o havia convocado, é a marca de sua ortodoxia para com a Igreja
Católica.
A conquista árabe islâmica do século VII ocasionou em
poucos anos o fim da era dos Patriarcados melquitas sob dominação não cristã:
Alexandria, Antioquia e Jerusalém estarão em terra islâmica até a dominação
otomana em 1516. A partir dessa data, o Oriente inteiro dependerá só de uma
autoridade, a do sultão. Este se aproveitou da situação. Constantinopla
tornar-se-á não somente a capital política de um imenso império, mas a capital
religiosa do Oriente, como era Roma para o Ocidente. O Patriarca ecuménico foi
chamado para exercer sua autoridade sobre os Hierarcas melquitas. A confirmação
destes e, algumas vezes, sua eleição dependem de ora em diante do Fanar(1). As
hierarquias de Alexandria e de Jerusalém se helenizaram completamente. A partir
de 1534 até os nossos dias, todas as suas Sés episcopais foram atribuídas aos
gregos. Assim, os dois Patriarcados se desligaram da Igreja Católica. Mas o
helenismo não exerceu seu domínio sobre Antioquia, cujos Patriarcas eram
escolhidos dentro do clero autóctone; em sua maioria, conservaram vínculos com
Roma. O Patriarcado essencialmente não mudou em sua crença, mesmo quando um ou
outro de seus Hierarcas demonstrava-se mais favorável a Constantinopla do que a
Roma.
O revés da União tentada no Concílio de Florença, em 1439,
serviu de lição para Roma. O estabelecimento de uma comunhão formal com uma
Igreja oriental devia realizar-se pela base e não pela cúpula. Num primeiro
período, alguns missionários (jesuítas, capuchinhos, carmelitas, franciscanos)
colocaram-se a serviço da hierarquia local e com ela cooperaram. Pastores, que
não estavam em comunhão formal com Roma, encorajavam suas ovelhas a se
dirigirem aos missionários. O povo sentia a necessidade de uma compreensão mais
profunda da fé tradicional, que era por eles vivida, apesar de mil anos de
repressão. Aspiravam encontrá-la junto aos religiosos mais instruídos do que o
seu clero. Duas tendências surgem, então, entre o povo: por Constantinopla ou
por Roma. Em 1724, por ocasião da morte do Patriarca Atanásio III Dabbas, uma
linha dupla de patriarcas vai se instaurar: uma ortodoxa, outra católica. Em
1729, Roma reconheceu Cirilo VI Tanas como Patriarca da Igreja greco-melquita
católica. Novas ordens monásticas foram fundadas, um clero educado em Roma
proporcionava ensino nas escolas recentemente fundadas. Um seminário foi aberto
em Aïn Traz (1811). Em 1848, o Patriarca Máximo III Malzoum (1833-1855) obtém
do sultão o reconhecimento pleno de sua Igreja(2).
A vida monástica melquita florescente no Líbano, Síria,
Jordânia ou Egipto, estava, entretanto, quase ausente na Terra Santa. Sem
dúvida, a forte influência do Patriarca greco-ortodoxo, cuja Sé se situa em
Jerusalém, freou entre o povo este movimento de união com Roma. Na Igreja do
Oriente, o mosteiro está realmente no centro da vida eclesial: lugar de retorno
à fonte, mas também de instrução da fé. É um fermento de vida e de renovação
para a diocese. Na Igreja indivisa, a assistência e a participação aos
diferentes ofícios litúrgicos eram a condição para a formação dos fiéis e,
principalmente, dos catecúmenos. Com efeito, os hinos do ofício bizantino, com
forte teor dogmático, foram compostos sob o impulso dos sete primeiros
Concílios e deles reflectem a luminosa teologia.
O Patriarca Máximo IV (1947-1967) se distinguiu no
Concílio Vaticano II pela força de suas ideias, a tal ponto que se considera
ter sido ele um dos Padres que fizeram o Concílio. Tinha um elevado conceito de
sua Igreja, que considerava como uma ponte entre Roma e a Ortodoxia, e a esse
título, falava sobre o irmão ausente da grande Igreja ortodoxa que conta com
mais de duzentos milhões de fieis.
A visita do Arcebispo da Galileia, Jorge Selim Hakim,
eleito Patriarca em 1967 com o nome de Máximo V, abriu-nos, pois, subitamente,
para a realidade da existência de uma cristandade árabe em plena expansão. Me.
François d’Assise, Prioresa do Mosteiro beneditino de Médéa, decidiu responder
a esse apelo, e enviar três dentre nós para se formarem no Líbano antes de
chegarem à Terra Santa. Por ocasião de uma primeira viagem de reconhecimento,
Me. François d’Assise descobriu a presença na região, das Irmãzinhas de Jesus e
da AFI (Associação Fraterna Internacional), igualmente inseridas na Igreja
melquita. Uma família de Belém nos ofereceu um grande terreno na vertente de
uma das colinas em torno da gruta da Natividade, com um vasto panorama sobre o
vale do Jordão e os montes de Moab... O Mosteiro teria o nome de «Emanuel»,
«Deus Connosco».
Em 23 de Dezembro de 1963, a primeira liturgia (oriental)
foi celebrada na pequena capela do Mosteiro. Alguns dias mais tarde, por
ocasião da peregrinação histórica de Sua Santidade Paulo VI, de feliz memória,
a Jerusalém, o beijo da paz trocado entre Sua Santidade e o Patriarca de
Constantinopla, Atenágoras, fazia Jerusalém vibrar com a imensa esperança de
ver realizar-se a unidade tão desejada entre as Igrejas irmãs. O Mosteiro viu
assim confirmar-se o seu chamado à oração pela unidade dos cristãos, tão cara à
Igreja melquita, da qual ele fazia parte de agora em diante. Em 10 de Março de
1965, Sua Beatitude, o Patriarca Máximo IV Saïgh, procedia à elevação canónica
do Mosteiro e à benção de Me. Maria como Prioresa do Mosteiro: «A partir de
agora, as senhoras pertencem à nossa pequena Igreja, tão humilde, tão modesta,
mas que deseja também irradiar nosso Senhor apesar de sua pobreza e de seu
pequeno número. Nós trabalhamos pela unidade da Igreja, tarefa enorme, que pede
muitas graças e pode encontrar muitos obstáculos. Mas tenhamos coragem, o
Presépio venceu os tronos de reis»(3).
Claramente inserido na Igreja melquita, o Mosteiro
beneficiou-se de um indulto que lhe permitia permanecer na Congregação
beneditina da Rainha dos Apóstolos, à qual a nascente fundação pertencia. São
Bento, com efeito, é um santo da Igreja indivisa e a esse título é igualmente
venerado na Igreja do Oriente, que tem sua Regra monástica em grande estima,
entre as regras de outros Padres orientais, como São Basílio ou São Teodoro
Estudita. A espiritualidade beneditina continua sendo para nós uma riqueza que
nos incita a aprofundar as raízes orientais do movimento monástico: o próprio
São Bento, no fim de sua Regra, não nos remete aos escritos dos primeiros
Padres do Deserto e de São Basílio? «As Colações dos Padres, as Instituições e
suas Vidas, e também a Regra de nosso santo Pai Basílio, que outra coisa são
senão instrumentos das virtudes dos monges que vivem bem e são obedientes?»(4).
Monjas melquitas da Igreja oriental e permanecendo membros plenos da
Congregação beneditina da Rainha dos Apóstolos, nós vivemos concretamente esse
grande ideal expresso no Concílio Vaticano II, por Sua Beatitude, o Patriarca
Máximo IV: ser uma ponte entre o Oriente e o Ocidente. O apoio fiel de nossa
Congregação nos permitiu atravessar as numerosas vicissitudes que a Palestina
conheceu nesses últimos anos.
Nossas Irmãs, então em número de três, lançaram-se, pois,
em um imenso trabalho de tradução, leitura, pesquisa e de contacto com os
monges e monjas ortodoxos e católicos, especialistas em Oriente cristão, como
os padres Dusing, Rochecault, além dos beneditinos de Montserrat. Estes
últimos, atendendo a um apelo de Sua Santidade Paulo VI, mantiveram uma
presença monástica no centro ecuménico de Tantur, vizinho do Mosteiro.
Os contactos com os ortodoxos tornam-se então numerosos,
aproveitando o aquecimento das relações decorrentes da visita do Papa e da
realização do Concílio. A vida no Mosteiro, ainda perdido no meio dos olivais,
e onde se chegava por um pequeno caminho de terra, era muito simples, e o
quotidiano tecido pela recitação do ofício bizantino em árabe, por tempos de
solidão, de trabalho, de oração, e pelos contactos com os vizinhos árabes
cristãos. As Irmãs foram ajudadas pela Congregação que lhes enviou, como
reforço, braços e cabeças necessários para a construção e o bom andamento da
casa. Uma quarta Irmã, destinada a permanecer em Belém, chegou em 1967, e em 2
de maio de 1980, as quatro professas fundadoras provindas de Médéa fixaram sua
estabilidade no «Emanuel», em Belém, seguidas em julho por uma professa de
Portugal, eremita no Mosteiro desde 1975. No ano seguinte, um indulto de Roma
autorizou as professas do «Emanuel» a receberem as insígnias da consagração do
microesquema(5), tornando-se assim plenamente monjas segundo o rito bizantino.
No dia seguinte dessa cerimónia, 6 de Fevereiro de 1982, a primeira noviça
tornou-se rasófora(6). Esta mudança de vestes marcava uma nova etapa em
direcção ao Oriente.
Mas o enorme trabalho desses anos foi também a redacção do
Typikon(7) do Mosteiro, que reúne a herança de São Bento e a dos Padres
orientais. As partes jurídicas são conforme o código dos cânones dos ritos
orientais e os estatutos da Congregação da Rainha dos Apóstolos. A primeira
versão jurídica do Typikon foi aprovada ad
experimentum por 7 anos, no dia 30 de julho de 1984, o que permitiu à nossa
Irmã eremita, receber o megaloesquema(8) na festa de São Sabas (Pai dos monges
do deserto de Judá), e à nossa primeira rasófora, Irmã Mariam-Ibrahim, receber
a consagração do microesquema.
A presença de uma reclusa no seio do Mosteiro atraiu a
curiosidade e a simpatia de numerosos peregrinos e vizinhos, e para a recepção
de seu grande hábito, a igreja estava repleta. Quanto à Irmã Mariam-Ibrahim,
ela confirmou e intensificou a participação da comunidade no grande movimento
de renovação no Espírito Santo, que brotou no coração da Igreja protestante e
católica nos anos 1970 e 1980. De fato, ela havia contribuído muito para a sua
difusão na Bélgica, depois de haver encontrado grupos carismáticos nos Estados
Unidos. No Mosteiro, até então uma etapa para os numerosos grupos de
peregrinos, formou-se um pequeno grupo de oração com algumas de nossas
vizinhas. Pouco tempo após a profissão, Irmã Mariam-Ibrahim ficou doente, como
uma resposta à oferta de sua vida pela unidade, feita diante do Senhor, em
Dezembro de 1983. E no dia 29 de Maio de 1986, ela voltou para o Pai. O grão
estava semeado na terra, um dia a colheita iria germinar.
Pode-se considerar que o período de fundação terminou com
a aprovação definitiva do Typikon de nosso Mosteiro, em 15 de Outubro de 1994,
e a bênção de nossa primeira Higumena, Me. Maria.
As principais características de nosso Mosteiro são a
inserção na grande tradição monástica dos Padres da Igreja indivisa e na Igreja
melquita, a vida de renovação no Espírito, os laços de fraternidade com nossa
vizinhança árabe, a prece pela unidade dos cristãos, a acolhida aos peregrinos
de todas as confissões (em particular as «Montées à Jérusalem» [«Subidas a
Jerusalém»], os jovens de «Jeunesse Lumière» [«Juventude Luz»], do P. Daniel
Ange, e outros), mas também os que fazem seus retiros, graças a uma pequena
hospedaria e, por períodos mais longos, os voluntários e familiares (numa
pequena casa construída no jardim do mosteiro), uma abertura para nossos
vizinhos israelenses e uma ajuda económica às mulheres palestinas (na maioria
muçulmanas), por meio de um pequeno ateliê de bordados de paramentos
litúrgicos, organizado com os mesmos princípios do ateliê de Médéa, graças a
uma ajuda do «Secours Catholique».
Desde então, nossa comunidade, embora sempre pequena,
desenvolveu-se e a Divina Providência nos encoraja com seus sinais. Nossas três
Irmãs anciãs estão sempre connosco nessa aventura, e duas jovens vieram se unir
a nós. Nossas Irmãs, desde 1967, atravessaram guerras e intifadas. Hoje, o
Mosteiro está situado junto ao muro de separação entre Israel e Palestina. Esta
realidade de sofrimento e fechamento nos mergulha no coração do drama da
história humana, e o nome de Emanuel, «Deus Connosco», escolhido desde os
primeiros tempos da fundação, se incumbe de um apelo particular a permanecer
com os corações cheios de amor, abertos a todos: peregrinos, cristãos de outras
confissões ou amigos muçulmanos.
A prece litúrgica regular é um lugar de real abastecimento
espiritual e de encontro com o Senhor para as pessoas que nos circundam.
Amizades muito fortes se estabeleceram com as famílias muito provadas, por
ocasião das incursões armadas no centro de Belém, e que se refugiaram em nossa
casa. O novo Pároco franciscano da Paróquia de Belém nos integrou
espiritualmente na vida da Diocese, embora estejamos sob outra jurisdição. Cada
13 de Maio, um grupo da Paróquia latina vem em procissão até nosso jardim e
nossa igreja, em honra de Nossa Senhora de Fátima. Nós gostamos de acolher
religiosos, seminaristas da Diocese em retiro, e fazer-lhes descobrir ou
aprofundar a riqueza de nosso rito oriental.
Alguns amigos protestantes nos encorajaram a nos reunirmos
toda quinta-feira à noite, para uma oração pela unidade dos cristãos, centrada
na leitura das últimas palavras de Jesus aos seus discípulos, após o lava-pés
(Jo 13-17): «Pai, que eles sejam um, como nós somos um».
Estamos desprovidas de qualquer meio logístico de
envergadura para responder às enormes necessidade de uma população em que
57%(9) vive abaixo do limiar da pobreza. Nosso testemunho é essencialmente
presença. Mas esta presença cristã junto do muro de separação é importante, porque
é, em sua pequenez, a garantia de um Oriente Médio multicolor, cuja chave da
unidade não é a violência, mas a convivência. A cristandade no Oriente é, já em
si mesma, representativa da feliz diversidade das confissões cristãs (todas
reunidas em Jerusalém: ortodoxos gregos, sírios, arménios, etíopes, anglicanos,
latinos). Ela é, portanto, um testemunho de que o amor e a aceitação do outro
no respeito de sua liberdade religiosa ou social, é o único remédio para as
guerras e os conflitos que sacodem a região a decénios. O enraizamento secular
da cristandade no Oriente, predispõe os cristãos deste lugar, inseridos nos
meios de maioria muçulmana, a ser uma ponte de compreensão entre o Ocidente e o
Oriente, para preencher a grande falta de confiança que existe entre ambos.
Se a presença cristã se extinguir no Oriente, quem dará
testemunho, em seu lugar, de que é possível a convivência com nossos irmãos
muçulmanos? E quem, ao inverso, dará testemunho a nossos irmãos muçulmanos do
Oriente, da abertura do Ocidente e sua solidariedade em relação a eles? «A
convivência é o futuro da humanidade e do Oriente Médio. Isso significa o
encontro do homem com seu irmão e com todo ser humano. É o diálogo das
civilizações e das culturas, e da fé entre todos os filhos e todas as filhas da
fé»(10). Nossa presença, pela graça de Deus, pode ajudar os cristãos da Terra
Santa a tomar consciência da beleza de sua própria vocação. Rezem por nós.
Madre Marthe Masquelier, OSB, é Higumena
do Mosteiro do Emanuel, Belém (Israel).
Traduzido do francês por Irmã Maria Cruz, OSB.
(1) Sede do Patriarcado ecuménico, em Constantinopla (hoje
Istambul), na Turquia.
(2) Extractos de um artigo de Mons. Nasrallah, Le Lien
2/82.
(3) Cf. Homilia de Sua Beatitude, Máximo IV Saïgh, por
ocasião da elevação canónica do Mosteiro do Emanuel, em 10 de março de 1965.
(4) Regra de São Bento, 73, 5-6.
(5) Microesquema: «pequeno hábito», é o nome da profissão
monástica dos cenobitas. Suas insígnias são a paramandias (pequeno quadrado de tecido onde são bordados todos os
instrumentos da Paixão; é colocado sobre as costas e preso por meio de cordões
que se cruzam sobre o peito – ritual da profissão), a cruz peitoral de madeira,
a túnica negra, o cinto de couro, a mandia
(grande manto sem mangas que cobre todo o corpo); o tecido é pregueado 33 vezes
no dorso; são usados nas grandes festas, o véu negro, as sandálias, o terço de
Jesus e a cruz feita a mão.
(6) Quer dizer: ela recebeu o rason, manto a ser usado no coro. O rasoforado constitui uma etapa maior para a profissão do microesquema. Certos monges orientais,
ligados por obrigações exteriores ao mosteiro, podem permanecer rasóforos
(portadores do rason) durante toda a
sua vida.
(7) O Typicon é um livro litúrgico que contém as
instruções de uma ordem monástica.
(8) O megaloesquema,
«grande hábito», só é usado por algumas monjas, como resposta ao apelo de uma
vida mais retirada, com uma regra de vida ou canon particular.
(9) Número do último relatório da ONU, concernente à
população global palestina nos territórios ocupados.
(10) Carta de Natal, de Sua Beatitude, o Patriarca
Gregório III Laham.
(In, www.aimintl.org)

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