Depois da guerra da independência, em 1948, os territórios
da Palestina que não ficaram no Estado de Israel foram anexados pelo Egipto
(Faixa de Gaza) e pela Jordânia (Margem Ocidental ou Cisjordânia, Jerusalém
Oriental e a Cidade Velha).
Com a guerra dos Seis
Dias tudo se alterou. Um exército israelita triunfante ocupou esses
territórios, assim como a Península do
Sinai (Egipto) e os Montes Golã
(Síria). O acordo de paz de 1979 com o Egipto foi acompanhado pela devolução do
Sinai (e pelo desmantelamento dos colonatos que, entretanto, aí tinham sido
construídos). A desocupação dos Montes Golã nunca esteve verdadeiramente em
cima da mesa: das suas alturas domina-se a Galileia, pelo que Israel considera
que têm um valor estratégico fundamental para garantir a segurança dessa
região.
Os territórios ocupados que restam podem dividir-se em
três grupos: Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental. A sua situação é diversa. Em 2005 Israel
retirou-se unilateralmente da Faixa de
Gaza, entregando a sua gestão à Autoridade Palestiniana e desmantelando os
colonatos que aí tinham sido construídos.
Grande parte da Cisjordânia
também já está sob controle da Autoridade Palestiniana, mas aí Israel não só
não desocupou os colonatos como tem vindo a expandi-los. Para se proteger da
vaga de ataques suicidas nas suas cidades e da infiltração de terroristas,
construiu também o “muro”, contestado sobretudo por consagrar a interpretação
israelita das “linhas de fronteira” com territórios palestinianos.
O essencial para entender
o conflito israelo-palestiniano
José Manuel Fernandes
Observador – 14 de Julho de 2014


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