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| Theodor Herzl |
O sionismo nasceu no final do século XIX e pode inserir-se
num quadro mais geral de desenvolvimento dos nacionalismos na Europa. O seu
fundador foi Theodor Herzl cujo livro
Der Judenstaat (O Estado Judeu),
publicado em 1896, se tornou num sucesso instantâneo. Os primeiros sionistas
eram sobretudo judeus seculares Ashkenazi que reagiam também à ascensão do
anti-semitismo na Europa (França conhecera o caso Dreyfus e na Rússia voltava a
generalizar-se a prática de pogroms, isto é, massacres e perseguições
patrocinadas pelas autoridades contra comunidades judaicas).
A proposta de Herzl, um judeu austríaco, baseava-se na
criação de um Estado, preferencialmente na Palestina, a terra prometida dos
judeus, se bem que considerasse hipóteses alternativas como a Argentina (mais
tarde também se discutiriam outras alternativas, como Madagáscar ou o Uganda).
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| Ben Gurion |
O movimento estimulou desde o início a imigração para a
Palestina, onde os judeus começaram a comprar terras para se instalarem.
Família a família. Casa a casa. David Ben
Gurion, que mais tarde lideraria a fundação do Estado de Israel e seria o
seu primeiro primeiro-ministro, foi um dos jovens que emigrou da Europa (nasceu
na Polónia) para a Palestina logo no início do século e aí se instalou para
organizar a vinda de mais jovens.
Existem hoje várias variantes do sionismo, umas mais
marcadas por ideologias políticas – o trabalhismo, o liberalismo -, outras por
um nacionalismo radical, outras ainda pela religião.
José Manuel
Fernandes
Observador – 14 de Julho de 2014


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