A Autoridade Nacional Palestiniana
resulta dos acordos de paz de Oslo, negociados e assinados em 1993. A base
desses acordos foi a troca de terra por paz: Israel transferia para os
palestenianos a soberania sobre a Faixa de Gaza e a Cisjordânia e estes
reconheciam o direito a Israel existir e viver em paz e segurança. A
transferência de poderes far-se-ia gradualmente até emergir um Estado
palestiniano de corpo inteiro.
A entidade interina que resultou desses acordos foi a Autoridade
Palestiniana, que gradualmente foi construindo os pilares do futuro estado. Nos
primeiros anos a Autoridade Palestiniana ficou entregue à Organização de Libertação da Palestina, organização reconhecida por
dezenas de Estados e pelas Nações Unidas como legítima representante do povo
palestiniano. Em 1996 realizaram-se as primeiras eleições, de que resultou uma
maioria da OLP na câmara legislativa e a eleição de Yasser Arafat para a presidência da Autoridade.
Dez anos depois, em 2006, a vitória do Hamas nas eleições para o parlamento palestiniano precipitaria um
conflito que levaria à separação entre a Faixa de Gaza, onde o Hamas tomou o
poder, e a Cisjordânia, onde a Autoridade Palestiniana, dominada pela Fatah (a
principal força política dentro da OLP) continua a ser governo.
Desde o princípio de 2013 que a Autoridade Palestiniana se passou a
auto-designar como Estado da Palestina.
Esta decisão surgiu na sequência de as Nações Unidas terem aceite a Palestina
como um país observador não-membro, um estatuto idêntico ao do Vaticano.
O
essencial para entender
o
conflito israelo-palestiniano
José
Manuel Fernandes
Observador – 14 de Julho de 2014

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