A 23 de Abril o Fatah (dominante na Cisjordânia) e o Hamas (maioritário
na Faixa de Gaza) assinaram um acordo destinado a ultrapassar as divisões que
têm impedido a formação de um governo único nas zonas sob controle da
Autoridade Palestiniana. Não é a primeira vez que isso sucede: em 2011 e 2011 a
Fatah e o Hamas também tinham assinado acordos que, depois, não conduziram a
lado nenhum
Nos termos deste acordo os dois movimentos palestinianos comprometiam-se
a formas um governo de unidade nacional num prazo de cinco semanas e a organizar
eleições para a Presidência e para o Parlamento num prazo de seis meses (as
últimas eleições foram em 2006).
Para este acordo funcionar e, depois, permitir a criação de uma nova
base para as negociações com Israel, é necessário que o Hamas se comprometa a
reconhecer a existência do Estado judaico dentro das fronteiras anteriores a
1967, que aceite o princípio dos dois estados e que se comprometa com todos os
acordos entretanto assinados pela Autoridade Palestiniana. Apesar de ter havido
algumas garantias de que são esses os compromissos do Hamas, a verdade é que
isso ainda não foi assumido publicamente de forma formal.
Israel desconfia profundamente desta evolução do Hamas e, quando foi
anunciado o acordo, suspendeu de imediato as negociações que vinha a fazer com
a Autoridade Palestiniana.

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