A maioria dos países árabes continua a não reconhecer a existência de
Israel, mas desde a vitória israelita na guerra do Yom Kippur (1973) que o
cenário de uma guerra convencional não se coloca.
Israel assinou, em 1979, um acordo de paz com o mais poderoso dos seus
vizinhos, o Egipto. Esse acordo, negociado em Camp David sob os auspícios do
presidente norte-americano, foi firmado por Anwar Sadat, pelo lado do Egipto
(seria assassinado pouco tempo depois), e por Menachem Begin, pelo lado de
Israel (Begin vinha da direita e fora líder dos sionistas radicais do Irgun).
Por via desse acordo Israel devolveu ao Egipto a península do Sinai, que tinha
ocupado durante a Guerra dos Seis Dias.
O segundo vizinho mais poderoso de Israel tem sido, tradicionalmente, a
Síria, que continua bastante hostil mas que se encontra paralisada por uma
guerra civil. O regime de Damasco está estrategicamente alinhado com o
Irão, o inimigo de Israel mais vocal da região. Os montes Golã, no sul da
Síria, continuam ocupados pelo exército judaico.
As relações com o Líbano são mais complexas, pois este país encontra-se
profundamente dividido entre várias facções. O sul está nas mãos das milícias
do Hezbollah, aliadas do Irão e
armadas pelo Irão, que utilizam as suas bases junto à fronteira para realizar
ataques, nomeadamente lançando rockets que contra as cidades e aldeias do norte
de Israel.
A Jordânia, o único país da região que dá cidadania plena aos
palestinianos que lá vivem, também já assinou um acordo de paz com Israel. Foi
em 1994, sob os auspícios de Bill Clinton, que Yitzhak Rabin apertou a mão a
Hussein I da Jordânia. Entretanto os dois países também restabeleceram relações
económicas.

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