O principal aliado de Israel continuam a ser os Estados Unidos, mas nem sempre foi assim.
Quando Israel se tornou independente a posição americana foi ambígua.
Por um lado, o presidente Harry Truman
apressou-se a reconhecer o no Estado, assim permitindo que os Estados Unidos
fossem os primeiros a fazê-lo. Mas, ao mesmo tempo, os Estados Unidos
recusaram-se a vender as armas de que o jovem Estado necessitava para se
defender dos exércitos árabes que tinham atacado imediatamente a seguir à
proclamação da independência.
Nessa altura, depois de não ter conseguido apoios na Europa Ocidental,
David Ben-Gurion virou para a União Soviética e acabaria por conseguir as armas
de que necessitada junto da Checoslováquia. Estaline via com bons olhos um
Estado que nascia sob a direcção de políticos fortemente ancorados à esquerda,
todos de tradição trabalhista e marxista, regime esse que enfrentava países
árabes ainda governados por monarcas que Moscovo via como reaccionários.
No período que vai da independência até à Guerra dos Seis Dias, em 1967,
Israel tem como outro grande aliado a França, que lhe forneceria os aviões Mirage que se revelariam decisivos nessa
campanha militar.
A Guerra dos Seis Dias provocaria uma alteração radical do sistema de
alianças. A União Soviética, que entretanto começara a apoiar os regimes árabes
resultantes dos golpes militares que haviam derrubado as monarquias tradicionais,
retirou todo o apoio a Israel e obrigou os países satélites, incluindo a
Checoslováquia, a interromperem todo o qualquer fornecimento de armas. A França
do general De Gaule também se voltou
contra Israel e cortou-lhe todo o apoio.
Ao mesmo tempo, uns Estados Unidos preocupados com o expansionismo
soviético na região, e com a sua crescente influência junto de regimes como o
de Nasser (Egipto) e Assad (Síria), abriu-se a Israel. Seis
anos depois, em 1973, aquando da guerra do Yom Kippur, já seriam os EUA os
principais fornecedores de armas a Israel, com a nossa base das Lages a servir
de vital ponto de reabastecimento durante o período em que durou mais essa
guerra. Esse alinhamento não se alterou até hoje, se bem que a administração
Obama tenha marcado maiores distâncias do que era prática das anteriores
administrações.
A nível regional Israel
conseguiu normalizar a sua relação com o Egipto, graças ao acordo de paz de
1979, e mantém com a Jordânia uma coexistência relativamente pacífica. A relação
com a Turquia, país membro da NATO, já conheceu melhores dias, tendo-se
degradado desde que este país é governado por um partido islamista.

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