No
coração de peregrinos e viajantes, Nazaré é a “Flor da Galiléia”, que preserva
a memória do diálogo entre o arcanjo Gabriel e a Virgem Maria.
Observando a cidade de Nazaré do alto,
surge a cúpula da Basílica da Anunciação como uma construção elegante sobre os
outros edifícios. A basílica projetada pelo arquiteto italiano Giovanni Muzio,
foi construída graças ao trabalho de pedreiros cristãos e muçulmanos de Nazaré.
No final da Primeira Guerra Mundial, a Custódia franciscana da Terra Santa,
manifestou ao papa Pio IX, o desejo de construir um santuário mais digno, no
lugar da Anunciação. Vários anos mais tarde, em 1954, se apresentou a oportuna
ocasião com o primeiro centenário da proclamação do dogma da Imaculada
Conceição. Para celebrar este aniversário o Custódio franciscano,Giacinto
Faccio, decidiu iniciar a construção. O trabalho foi concluido em 23 de março
de 1969. A basílica atinge 55 metros de altura, com uma planta de 65x27 metros,
e seu tamanho ganhou a reputação de ser o maior monumento cristão no Oriente
Médio. A entrada para a basílica inferior é impressionante, e convida à oração.
O espaço foi concebido para dar destaque à Gruta e vestígios arqueológicos que
a tradição atribui ao local da Anunciação, da Encarnação do Salvador. A
centralidade da gruta permite que os visitantes abracem com um único olhar todo
o ambiente.
Hoje a Doutrina Mariana é principalmente
baseada na “Lumen Gentium”, que apresenta Maria como “Mãe do Salvador” inserida no mistério de Cristo, na
Igreja e para a salvação universal. Depois do Concílio Vaticano II, o Papa
Paulo VI publicou a Exortação Apostólica “Marialis Cultus” para a ordenação e desenvolvimento do culto à
Virgem. São João Paulo II, foi um apaixonado pela figura da Virgem, que ele
escolheu como lema apostólico “Totus
tuus” e consagrou o seu mandato
a Maria. Suas mais famosas reflexões marianas estão contidas na encíclica “Redemptoris Mater”, ao passo que na Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae” em 2003 reviveu a prática do Rosário,
enriquecendo o com os “mistérios
da luz”. A oração do Rosário é uma
das práticas devocionais mais populares. Através desta prática, os fiéis podem
compreender e meditar sobre os momentos significativos da vida de Cristo e da
Virgem. A oração do Rosário possivelmente teve origem nos mosteiros irlandeses
do sec IX., mas a propagação ocorreu nos tempos modernos, graças ao trabalho
dos padres dominicanos. Segundo a tradição, a Igreja católica recebeu o Rosário
em sua forma atual em 1206 quando a Virgem Maria apareceu a São Domingos Gusmão
e o entregou como uma arma poderosa para a conversão dos hereges e outros
pecadores daquele tempo. O reconhecimento do Rosário como uma oração da Igreja
é o resultado da proclamação do dogma da Imaculada Conceição de Maria. Desde
então os papas sempre solicitaram a oração do Rosário em ocasiões importantes
na história da Igreja. Hoje os fiéis podem fazer uma peregrinação mística
através dos mistérios (Gozosos, Dolorosos, Gloriosos, Luminosos) para
contemplar o rosto de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Este
foi um tema persistente no Pontificado do Papa João Paulo II, claramente expresso
na Encíclica “Novo Millennio Ineunte” (2001). Pela recitação do Rosário,
muitos cristãos têm respondido ao apelo interior para expressar uma oração
contemplativa, capaz de levar o coração a comunhão com o Senhor com
simplicidade e pureza: “Rezar o Rosário, na verdade, nada mais é do que
contemplar com Maria o rosto de Cristo” (João Paulo II, Rosarium Virginis
Mariae).
(In, www.terrasanta.net)

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