O Monte Sinai
Um pico de 2.280 metros no sul da Península do Sinai no
Egipto, é venerado como a montanha onde Moisés falou com Deus
e recebeu os Dez Mandamentos. É
um dos vários picos picos de uma cordilheira-granito vermelho que sobe
abruptamente da planície, com declives espetaculares e vales profundos, não sendo
porém a montanha mais alta na região. Mas pode ter sido chamado Sinai "montanha de Deus",
mesmo antes da época de Moisés, e atraiu peregrinos desde o século 4 dC. Em árabe é chamado Jebel Musa "montanha de
Moisés".
Perto do sopé da montanha fica situado o Mosteiro de Santa
Catarina, construído sobre o local onde a tradição situa o episódio
da sarça ardente onde Deus chamou Moisés para liderar seu povo
para fora do Egito.
Nas imediações encontram-se vários outros lugares
evocados no livro de Êxodo,
incluindo o local onde Moisés bateu
na rocha para fazer sair água, e a planície de Al-Raha, onde os israelitas acamparam e Aaron fez o bezerro de ouro.
Pelo menos uma dúzia de locais diferentes foram referenciados para o Monte Sinai -
incluindo montanhas no norte e oeste da Península do Sinai, no sul da
Palestina, na Jordânia e na Arábia Saudita.
A maioria dos autores modernos aceitam a identificação
do Monte Sinai com Jebel Musa, em
linha com a tradição que o data
para o século 4 dC. Esta identificação foi registada pela peregrina Egéria, que o visitou entre o ano 381 e
384. Nessa altura, já existia um mosteiro cristão no sopé da montanha.
Até o final do século IV, eremitas e pequenos grupos de monges do Egipto e Palestina se
tinham estabelecido aqui. Já havia uma dispersão de pequenas igrejas e
peregrinações aparentemente já organizadas para os lugares ligados a Moisés.
O Antigo Testamento dá ao "monte de Deus" os nomes de Sinai e Horeb, mas estas referências aparentemente aplicam-se à mesma
montanha.
Ver o nascer
do sol do Monte Sinai é uma actividade muito comum para os peregrinos,
que enchem o cume. Começam pelas 02:00 através de um dos dois caminhos para o cimo.
O caminho mais directo é o mais íngreme, fazendo os 3750 "Passos de Arrependimento", que se
diz ter sido traçado num desfiladeiro rochoso e íngreme por um monge como acto
de penitência. A, trilha menos íngreme já pode pode-se subir tanto a pé como de
camelo, alugados a beduínos,
que fazem a maior parte do caminho, sendo os ultimos 750 "passos" a
pé.
Em plena subida, num pequeno planalto, há uma caverna onde se venera o episódio do
Livro dos Reis em que Elias encontrou o Senhor no «murmúrio
de uma brisa suave» (1 Reis 19:
8-13).
No cimo
encontra-se a Capela da Santíssima Trindade, construída em 1934 sobre as ruínas
de uma igreja bizantina, do século IV. Diz-se ter sido construída sobre a rocha
da qual Deus tomou as tábuas de pedra. O seu interior está decorado com frescos
da vida de Moisés. Perto, uma mesquita do século XII.
A espectacular vista
alarga-se num panorama de picos de montanha e tem sido comparada a "um oceano de ondas petrificadas".



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