quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O que não vamos ver... - 1

O Monte Sinai

Um pico de 2.280 metros no sul da Península do Sinai no Egipto, é venerado como a montanha onde Moisés falou com Deus e recebeu os Dez Mandamentos. É um dos vários picos picos de uma cordilheira-granito vermelho que sobe abruptamente da planície, com declives espetaculares e vales profundos, não sendo porém a montanha mais alta na região. Mas pode ter sido chamado Sinai "montanha de Deus", mesmo antes da época de Moisés, e atraiu peregrinos desde o século 4 dC. Em árabe é chamado Jebel Musa "montanha de Moisés".



Perto do sopé da montanha fica situado o Mosteiro de Santa Catarina, construído sobre o local onde a tradição situa o episódio da sarça ardente onde Deus chamou Moisés para liderar seu povo para fora do Egito.

Nas imediações encontram-se vários outros lugares evocados no livro de Êxodo, incluindo o local onde Moisés bateu na rocha para fazer sair água, e a planície de Al-Raha, onde os israelitas acamparam e Aaron fez o bezerro de ouro.

Pelo menos uma dúzia de locais diferentes foram referenciados para o Monte Sinai - incluindo montanhas no norte e oeste da Península do Sinai, no sul da Palestina, na Jordânia e na Arábia Saudita.

A maioria dos autores modernos aceitam a identificação do Monte Sinai com Jebel Musa, em linha com a tradição que o data para o século 4 dC. Esta identificação foi registada pela peregrina Egéria, que o visitou entre o ano 381 e 384. Nessa altura, já existia um mosteiro cristão no sopé da montanha.

Até o final do século IV, eremitas e pequenos grupos de monges do Egipto e Palestina se tinham estabelecido aqui. Já havia uma dispersão de pequenas igrejas e peregrinações aparentemente já organizadas para os lugares ligados a Moisés.

O Antigo Testamento dá ao "monte de Deus" os nomes de Sinai e Horeb, mas estas referências aparentemente aplicam-se à mesma montanha.


Ver o nascer do sol do Monte Sinai é uma actividade muito comum para os peregrinos, que enchem o cume. Começam pelas 02:00 através de um dos dois caminhos para o cimo. O caminho mais directo é o mais íngreme, fazendo os 3750 "Passos de Arrependimento", que se diz ter sido traçado num desfiladeiro rochoso e íngreme por um monge como acto de penitência. A, trilha menos íngreme já pode pode-se subir tanto a pé como de camelo, alugados a beduínos, que fazem a maior parte do caminho, sendo os ultimos 750 "passos" a pé.

Em plena subida, num pequeno planalto, há uma caverna onde se venera o episódio do Livro dos Reis em que Elias encontrou o Senhor no «murmúrio de uma brisa suave» (1 Reis 19: 8-13).

No cimo encontra-se a Capela da Santíssima Trindade, construída em 1934 sobre as ruínas de uma igreja bizantina, do século IV. Diz-se ter sido construída sobre a rocha da qual Deus tomou as tábuas de pedra. O seu interior está decorado com frescos da vida de Moisés. Perto, uma mesquita do século XII.




A espectacular vista alarga-se num panorama de picos de montanha e tem sido comparada a "um oceano de ondas petrificadas".

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