Previsão do tempo para Nazaré - AccuWeather : Condições meteorológicas diárias em Nazaré, Israel
Ao romper do dia, Jesus apresentou-se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele. Jesus disse-lhes, então: «Rapazes, tendes alguma coisa para comer?» Eles responderam-lhe: «Não.» Disse-lhes Ele: «Lançai a rede para o lado direito do barco e haveis de encontrar.» Lançaram-na e, devido à grande quantidade de peixes, já não tinham forças para a arrastar. Então, o discípulo que Jesus amava disse a Pedro: «É o Senhor!» Jo 21, 7
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Previsão do tempo para Jerusalém - AccuWeather
Previsão do tempo para Jerusalém - AccuWeather : Condições meteorológicas diárias em Jerusalém, Israel
domingo, 15 de janeiro de 2017
«Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo»
2º Domingo do Tempo Comum – Ano A
15 Janeiro 2017
EVANGELHO – Jo
1,29-34
Evangelho de Nosso Senhor Jesus
Cristo segundo São João
Naquele tempo,
João Baptista viu Jesus, que vinha ao seu encontro,
e exclamou:
«Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Era d’Ele que eu dizia:
“Depois de mim virá um homem,
que passou à minha frente, porque existia antes de mim”.
Eu não O conhecia,
mas para Ele Se manifestar a Israel
é que eu vim baptizar em água».
João deu mais este testemunho:
«Eu vi o Espírito Santo
descer do Céu como uma pomba e repousar sobre Ele.
Eu não O conhecia,
mas quem me enviou a baptizar em água é que me disse:
“Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e repousar
é que baptiza no Espírito Santo”.
Ora eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus».
AMBIENTE
A perícopa que nos é
proposta integra a secção introdutória do Quarto Evangelho (cf. Jo 1,19-3,36).
Aí o autor, com consumada mestria, procura responder à questão: “quem é Jesus?”
João dispõe as peças num
enquadramento cénico. As diversas personagens que vão entrando no palco
procuram apresentar Jesus. Um a um, os actores chamados ao palco por João vão
fazendo afirmações carregadas de significado teológico sobre Jesus. O quadro
final que resulta destas diversas intervenções apresenta Jesus como o Messias,
Filho de Deus, que possui o Espírito e que veio ao encontro dos homens para
fazer aparecer o Homem Novo, nascido da água e do Espírito.
João Baptista, o
profeta/percursor do Messias, desempenha aqui um papel especial na apresentação
de Jesus (o seu testemunho aparece no início e no fim da secção – cf. Jo
1,19-37; 3,22-36). Ele vai definir aquele que chega e apresentá-lo aos homens.
Ao não assinalar-se o auditório, sugere-se que o testemunho de João é perene,
dirigido aos homens de todos os tempos e com eco permanente na comunidade
cristã.
MENSAGEM
João é, portanto, o
apresentador oficial de Jesus. De que forma e em que termos o vai apresentar?
A catequese sobre Jesus que
aqui é feita expressa-se através de duas afirmações com um profundo impacto
teológico: Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; e é o Filho
de Deus que possui a plenitude do Espírito.
A primeira afirmação («o Cordeiro de Deus que tira o pecado do
mundo» – Jo 1,29) evoca, provavelmente, duas imagens tradicionais
extremamente sugestivas. Por um lado, evoca a imagem do “servo sofredor”, o
cordeiro levado para o matadouro, que assume os pecados do seu Povo e realiza a
expiação (cf. Is 52,13-53,12); por outro lado, evoca a imagem do cordeiro
pascal, símbolo da acção libertadora de Deus em favor de Israel (cf. Ex
12,1-28). Qualquer uma destas imagens sugere que a pessoa de Jesus está ligada
à libertação dos homens.
A ideia é, aliás,
explicitada pela definição da missão de Jesus: Ele veio para tirar (“eliminar”)
“o pecado do mundo”. A palavra “pecado” aparece, aqui, no singular: não designa
os “pecados” dos homens, mas um “pecado” único que oprime a humanidade inteira;
esse “pecado” parece ter a ver, no contexto da catequese joânica, com a recusa
da proposta de vida com que Deus, desde sempre, quis presentear a humanidade (é
dessa recusa que resulta o pecado histórico, que desfeia o mundo e que oprime
os homens). O “mundo” designa, neste contexto, a humanidade que resiste à
salvação, reduzida à escravidão e que recusa a luz/vida que Jesus lhe pretende
oferecer… Deus propôs-se tirar a humanidade da situação de escravidão em que
esta se encontra; enviou ao mundo Jesus, com a missão de realizar um novo
êxodo, que leve os homens da terra da escravidão para a terra da liberdade.
A segunda afirmação (o “Filho
de Deus” que possui a plenitude do Espírito Santo e que baptiza no Espírito –
cf. Jo 1,32-34) completa a anterior. Há aqui vários elementos bem sugestivos: o
“cordeiro” é o Filho de Deus; Ele recebeu a plenitude do Espírito; e tem por
missão baptizar os homens no Espírito.
Dizer que Jesus é o Filho de
Deus é dizer que Ele é o Deus que se faz pessoa, que vem ao encontro dos
homens, que monta a sua tenda no meio dos homens, a fim de lhes oferecer a
plenitude da vida divina. A sua missão consiste em eliminar “o pecado” que
torna o homem escravo e que o impede de abrir o coração a Deus.
Dizer que o Espírito desce
sobre Jesus e permanece sobre Ele sugere que Jesus possui definitivamente a
plenitude da vida de Deus, toda a sua riqueza, todo o seu amor. Por outro lado,
a descida do Espírito sobre Jesus é a sua investidura messiânica, a sua unção
(“messias” = “ungido”). O quadro leva-nos aos textos do Deutero-Isaías, onde o
“Servo” aparece como o eleito de Jahwéh, sobre quem Deus derramou o seu
Espírito (cf. Is 42,1), a quem ungiu e a quem enviou para “anunciar a Boa Nova
aos pobres, para curar os corações destroçados, para proclamar a libertação aos
cativos, para anunciar aos prisioneiros a liberdade” (Is 61,1-2).
Jesus é, finalmente, aquele
que baptiza no Espírito Santo. O verbo “baptizar” aqui utilizado tem, em grego,
duas traduções: “submergir” e “empapar (como a chuva empapa a terra)”;
refere-se, em qualquer caso, a um contacto total entre a água e o sujeito.
“Baptizar no Espírito” significa, portanto, um contacto total entre o Espírito
e o homem, uma chuva de Espírito que cai sobre o homem e lhe empapa o coração.
A missão de Jesus consiste, portanto, em derramar o Espírito sobre o homem; e o
homem que adere a Jesus, “empapado” do Espírito e transformado por essa fonte
de vida que é o Espírito, abandona a experiência da escuridão (“o pecado”) e
alcança o seu pleno desenvolvimento, a plenitude da vida.
A declaração de João convida
os homens de todas as épocas a voltarem-se para Jesus e a acolherem a proposta
libertadora que, em nome de Deus, Ele faz: só a partir do encontro com Jesus
será possível chegar à vida plena, à meta final do Homem Novo.
(In, www.dehonianos.org)
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Subscrever:
Comentários (Atom)
